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Redes sociais ajudam a combater as desigualdades, dizem especialistas

27/05/2010

As redes sociais da internet e outras plataformas virtuais ajudam a combater as desigualdades, assinalaram nesta quarta-feira (19) políticos e especialistas que participam do terceiro Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, no Rio de Janeiro.

 O britânico Lucien Tarnowski, que obteve o título de Jovem Líder Global no Fórum Econômico de Davos, ressaltou a importância dos “meios de comunicação sociais” e as oportunidades que estes oferecem.

“Os blogs e plataformas virtuais como Twitter e Orkut são formas de comunicação muito potentes”, assegurou Tarnowski, acrescentando que esse tipo de iniciativa facilita o acesso à informação e à educação.

“Nunca antes os jovens tinham tido voz em assuntos tão importantes”, afirmou o criador da BraveNewTalent, uma plataforma virtual que conecta jovens com empregadores através de uma rede social que facilita a comunicação “em múltiplas direções e com muitas pessoas”.

Tarnowski defendeu a capacidade dos meios sociais na hora de introduzir uma “mudança fundamental” na estrutura pouco sustentável do mundo atual e, assim, romper a brecha que divide países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

 “Realmente acho que essa geração de jovens é uma geração de líderes capazes de mudar as coisas”, acrescentou.

O gerente de comunicação da Petrobras, Gilberto Puig, também reconheceu a importância das novas plataformas de comunicação nas empresas.

“A falta de comunicação é a origem da falta de sustentabilidade”, assegurou Puig, que acrescentou que sociedades e empresas “devem migrar para as redes sociais porque a comunicação bilateral tradicional já não serve”.

Muitas empresas grandes seguiram o exemplo de seus clientes, sobretudo dos mais jovens, e criaram seus próprios perfis em plataformas sociais na internet para se conectar com eles.

O fórum, que termina nesta quinta (20), também abordou o aspecto socialmente crítico da comunicação e a necessidade de democratizar os meios.

Por sua vez, a indígena guatemalteca Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz, criticou a perda da “dimensão social” nas atividades dos Governos, empresas e meios de comunicação.

 Nesse sentido, a ativista pelos direitos humanos advertiu sobre a necessidade de reagir ante os efeitos da crise global e pediu uma reflexão, individual e coletiva, sobre a situação.

“Há um excesso de materialismo que devemos combater, e os meios de comunicação podem fazer muitíssimo”, assegurou Menchú, que defendeu uma comunicação “a serviço do espírito humano, da sociedade e das pessoas”.

“A diferença não vai seguir sendo os espectadores, mas os construtores: é preciso se arriscar!”, concluiu.

Agencia EFE

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